Troque seu lixo por… Maquiagem, produtos de limpeza e até cadeira de rodas!

Sabia que se você juntar alguns produtos que iriam para o lixo pode fazer trocas interessantes para você e para o meio ambiente? Cada vez mais, existe a preocupação, para dar um destino mais apropriado aos restos que produzimos ao longo do dia. Só em São Paulo são produzidas, em média, 18 toneladas de lixo por dia! É muita coisa e a maior parte ainda vai para aterros. Lembrando que a Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê a desativação de aterros em 2014.

Bom, vamos, então, aos produtos que você pode juntar e trocar por outros. Se você toma muito refrigerante de latinha, pode passar a guardar os anéis. A concessionária CRR Via-Oeste tem a campanha chamada ‘Lacre Solidário’, em que anéis de latinhas podem ser trocados por cadeiras de rodas. São necessárias 140 garrafas pet cheias para barganhar. Ok, onde você vai colocar tanta pet?

cadeiraRealmente, dentro de casa, fica um pouco complicado, mas você pode levar algumas garrafas para instituições que fazem campanhas, visando as cadeiras de rodas do ‘Lacre Solidário’. Em Sorocaba, por exemplo, a Creche Especial Maria Claro pediu ajuda da população para juntar as 140 garrafas pet. Quando todas estiverem cheias, é muito fácil: a troca pode ser feita em postos de pedágio ou na sede da CRR, no km 22 da Rodovia Castello Branco, na região de Barueri.

Outra campanha é a ‘Junte Óleo’, em que se troca uma garrafa pet cheia de óleo de cozinha por duas barras de sabão ecológico. O óleo de cozinha é recolhido e encaminhado pelo Instituto Triângulo para reciclagem. Para guardar o óleo de cozinha da panela e não jogá-lo pelo ralo é fácil:

1- Espere o óleo esfriar na panela;

2- Com a ajuda de um funil, despeje o óleo diretamente na garrafa PET;

3- Em seguida feche a garrafa PET com a tampa, assim ela não exala nenhum tipo de
odor e a garrafa pode ser guardada em qualquer local da cozinha sem atrair insetos,
ratos ou baratas;

4- Com um guardanapo de papel, limpe a panela para depois lavá-la. Repita o procedimento com funil e coloque este guardanapo no lixo orgânico.

O óleo de cozinha é altamente poluente, contamina água, solos e facilita enchentes. Enchentes? Sim, o óleo tem a capacidade de impermeabilizar o solo, dificultando o escoamento da água das chuvas. Se você jogar, pelo ralo da pia da cozinha, muitas vezes o óleo pode ficar retido na tubulação, atraindo animais como ratos e baratas. Nos rios, por exemplo, ele forma uma camada impermeabilizante na superfície que impede a passagem da luz do sol, comprometendo o oxigênio e, consequentemente, causando a morte dos peixes e da vegetação aquática. Para saber onde fica o ponto de troca mais perto de sua casa, acesse o site do projeto.

batonsSe você quer trocar seu lixo por maquiagem também pode! Se você é homem, continue lendo e incentive sua mãe, namorada, esposa, irmã ou amigas. A MAC tem um programa chamado ‘Back to MAC’, em que você leva seis embalagens de produtos da empresa de cosméticos e troca por um batom! A empresa se compromete a reciclar as embalagens e a partir da matéria prima fazer novas embalagens.

Gostou? Sabe de mais programas desse tipo em que você troca lixo por produtos? Então, mande suas dicas para nós e compartilhe essa ideia sustentável!

Russos são completamente insanos

Russos são as pessoas mais malucas deste mundo, indiscutivelmente. Seu amigo mais debilóide é uma criança de cinco anos jogando xadrez contra o Kasparov quando comparado ao nível de maluquice de um russo comum.

Em algum ponto da vida, todos já tentaram fazer alguma acrobacia qualquer, seja ela uma estrela ou aquele pulo do Cafu, em que você dá uma cambalhota aérea, e acabaram estatelados no chão. Plantar a bananeira é uma tarefa difícil, mesmo para aqueles que tem o status de dexterity elevados. Porém, russos acham isso tão fácil quanto roubar um copo de vodka de um bêbado, e resolveram adicionar um pouco de dificuldade nas acrobacias.

Observe com atenção (e não tente isso em casa, quer dizer, no topo do seu prédio):

Não é só o alto nível de periculosidade envolvido nos movimentos. Eles têm de fazer isso sem nenhum tipo de proteção, corda ou paraquedas em caso de emergência. Não basta ficar de ponta-cabeça, é preciso ficar de ponta-cabeça a 300+ metros de altura com suaves ventos te FUSTIGANDO impiedosamente.

Tem uns que até aproveitam a bela vista para se exercitar sem nenhum tipo de preocupação aparente com a queda:

Lembrando que os russos são o tipo de povo que instala câmeras de vídeo nos painéis dos carros para registrar brigas de trânsito, suborno de policiais e ter provas na justiça (caso ele não a faça com as próprias mãos), como mostra esta reportagem, que coincidentemente, saiu ontem no Fantástico. Não, não é para registrar meteoritos caindo do céu (mesmo que tenha calhado há algum tempo).

Se você quiser, tem até um documentário sobre russos malucos que não temem qualquer tipo de consequência:

E você aí achando que era o badass da turma né? 🙂

A história da ‘Amora’ de Renato Teixeira

Renato Teixeira escrevia jingles nos joelhos, de última hora. “Ele tem histórias magníficas de que o cliente ia chegar em cinco minutos e ele não tinha feito o jingle. Aí ele entrava em uma salinha e em três minutos escrevia. Vinha, mostrava para o cara e o cara chorava. Ninguém acreditava que ele conseguia fazer essas coisas”, conta o filho de Renato, Chico Teixeira.

Algumas composições eram tão boas que Renato deixava de lado para usar em seus shows com o Grupo Água e brincava com os colegas: “Não vou dar para a empresa não, muda que isso aí é meu. Isso é bonito, nós vamos cantar no show”. Uma das músicas mais famosas de Renato é fruto de um jingle. Amora foi feita inicialmente para uma campanha publicitária da fábrica de sorvetes Kibon, mas Renato gostou do resultado e preferiu fazer outro jingle para a empresa.

Depois da curva da estrada
Tem um pé de araçá
Sinto vir água nos olhos
Toda vez que passo lá

Sinto o coração flechado
Cercado de solidão
Penso que deve ser doce
A fruta do coração

Vou contar para o seu pai
Que você namora
Vou contar pra sua mãe
Que você me ignora

Vou pintar a minha boca
Do vermelho da amora
Que nasce lá no quintal
Da casa onde você mora

A música Amora fez sucesso em novelas da Rede Globo. Fez parte, por exemplo, da trilha sonora da segunda versão de Cabocla, um dos grandes sucessos de audiência do horário das 18 horas, ficando atrás apenas de Alma Gêmea (julho de 2005 a março de 2006) e Chocolate com Pimenta (setembro de 2003 a maio de 2004). Amora também estava entre as canções da primeira versão de Cabocla, exibida em 1979.

“A trilha sonora nacional da novela traz músicas sertanejas e modas de viola, (…) estão no repertório Rolando Boldrin, Teodoro e Sampaio, Renato Teixeira, Sérgio Reis, além de Caetano Veloso, Flávio Venturini, Ivan Lins e Milton Nascimento”.

Está aí uma obra-prima que nasceu graças a um jingle! Não tem como ouvir e não cantar junto, não é mesmo? Eu cantei, cante você também!

Sabe quem é o violinista mais rápido do mundo?

Até esses dias, achava que David Garrett fosse o violinista mais rápido do mundo, mas descobri que ele foi ultrapassado pelo britânico Ben Lee, que superou o colega, por praticamente dez segundos.

De acordo com o Guinness Book, o britânico conseguiu tocar “The Flight of the Bumble-bee” (O voo do besouro), composição de Nikolai Rimsky-Korsakov, em apenas 54 segundos, menos que o tempo de Garrett, 1 minuto e 5 segundos. Lee conseguiu, inclusive, quebrar o próprio recorde, já que em 2010 ele tinha tocado a música em 58 segundos.

Tecnicamente muito difícil, essa obra foi composta inicialmente para solo de violino e depois para piano. Aliás, um pianista russo, Vladimir von Pachmann, chegou a considerar a composição impossível de ser executada, tamanha a complexidade da partitura e a agilidade necessária.

Se você nunca ouviu falar em “The Flight of the Bumble-bee”, garanto que já a ouviu. A canção é muito usada em cenas de desenhos animados, como Tom e Jerry. A própria Minnie, por exemplo, já regeu uma orquestra, que apresentou essa música.

Que tipo de pais e avós seremos?

Outro dia fui acometido por uma pergunta intrigante: que tipo de pai (e avô, posteriormente) serei?

Não dá para saber nada de muito concreto com 23 anos. Afinal, a não ser que você seja o Neymar, fica difícil pensar em ter um filho com essa idade, pois você está tentando se firmar no mercado de trabalho e talvez ainda tenha planos de estudar um pouco mais.

De qualquer forma, já dá para perceber que ser pai/mãe hoje será bem diferente daqui para frente do que foi no passado. Provavelmente alguns da minha geração têm pais ou avós que “conquistaram tudo na vida” – saíram de engraxates, vigias noturnos, CAMPS e carregadores de saco na estiva para ter uma vida mais confortável e “dar aos filhos aquilo que nunca teve”.

Se você tem a minha idade e está lendo esse texto, já deve ter ouvido essas duas expressões entre aspas. E você, assim como eu, sabe que elas são absolutamente verdadeiras. Tudo caiu no nosso colo – nunca precisamos parar de estudar para ajudar na renda em casa, não passamos fome, sede e frio e por aí vai. Nossos pais/avós passaram por provações que nunca passamos – mudança de país, no caso de imigrantes, moradia em lugares sem asfalto, sem energia, sem água limpa.

Essa é uma etapa da vida que moldou o caráter deles e lhes deu habilidades úteis. Nos, por outro lado, queimamos essa fase de aprendizado e experiência que só a vida em seu aspecto mais duro nos proporciona e nos tornamos verdadeiros bebês chorões. Com isso, não desenvolvemos nem a “casca de ferida” nem as skills que nossos pais/avós têm e praticam cotidianamente.

Isso se reflete em praticamente tudo: desde contestar algo no serviço a manter a casa em ordem. Eu, por exemplo, sinto que por mais que eu aperfeiçoe a técnica de dobrar roupas ou arrumar a cama, jamais chegarei ao mesmo nível de dobradura da minha mãe. Nunca ficará igual. Posso fazer o arroz com absolutamente do mesmo jeito que ela, mas asseguro que não terá o mesmo gosto.

A tomada precisa ser trocada? Outro dia, meu pai desligou a energia da casa e fez na marra. Eu procuraria no YouTube, falharia miseravelmente, olharia de novo com a ajuda do 3G do celular e tentaria novamente, provavelmente sem sucesso.

Talvez estejamos vivendo um momento de transição, no qual skills como serviços domésticos estejam ficando para trás. Boa parte da minha geração sabe mexer no computador sem maiores percalços e alguns até com alguma proficiência, mas também existe gente que dá tapa no monitor quando o micro trava e que não sabe configurar absolutamente nada. E muitos também não sabem fritar um ovo ou costurar o buraco do bolso da calça jeans. Hoje, nós devemos parecer maricas ou estúpidos para eles, e, para nós, eles chegam até a ter um pouco de graça pela ingenuidade em lidar com coisas second nature para a gente.

Assim, fico me perguntando que tipo de habilidade e que lição de vida passarei para frente. Será que, em vez de ensinar meu neto a consertar o chuveiro, ensinarei ele orgulhosamente a torrentear Os Mercenários 15? Farei com que ele aprenda como se joga Final Fantasy 32 de uma maneira aceitável? Vou mostrar, tal qual um velho rabugento, como era complicado na minha época, que tínhamos que jogar com personagens quadrados – e, ainda por cima, offline sem dominar completamente a língua do jogo? Ele entenderá o que é internet discada?

Olhando agora, parece assustador. A chance de criarmos bebês chorões e mal-acostumados piores que a gente é muito maior. Se isso realmente acontecerá, só o tempo dirá, mas disso tenho certeza: não quero estar por perto quando a conexão cair…

E você: que tipo de pai/mãe e avô/avó será?

A mãe do dia dos pais

Se você acha que o dia dos pais é só uma data para impulsionar o comércio, engana-se. É verdade que o feriado foi importado para o Brasil por um publicitário e que a indústria acabou instituindo o dia no segundo domingo de agosto. A essência, contudo, tem um sentido bem bonito, de homenagem aos grandes homens de nossas vidas.

sonora
A mãe do dia dos pais é a norte-americana Sonora Louise Smart Dood, que quis homenagear o pai, William Jackson Smart, veterano da Guerra Civil. A ideia surgiu quando ela ouviu um discurso em homenagem ao dia das mães (e não é que sem as mães não existiria dia dos pais?), proferido pelo reverendo Henry Rasmussen, em Washington.

Na época, Sonora já era mãe – ela deu a luz em 24 de outubro de 1909, aos 27 anos. Desde os 16, ela não tinha mãe, que faleceu no parto do sexto filho do casal. O pai, Jackson, teve, portanto, que criar os seis filhos sozinho, o que, diga-se de passagem, é um grande feito. Desta forma, o primeiro dia dos pais foi celebrado em Spokane, Washington, em 19 de junho de 1910, dia do aniversário de Jackson. O homem responsável pelo dia dos pais faleceu em 5 de dezembro de 1919.

Em 1924, o presidente Calvin Coolidge apoiou que o dia dos pais fosse expandido para todo o território norte-americano. Só em 1966 a data foi considerada feriado nacional, conforme decisão do presidente Lyndon Johnson. Finalmente, em 1972, Richard Nixon estabeleceu que todo terceiro domingo de junho seria o dia deles.

O publicitário Sylvio Bhering importou o feriado para o Brasil. O primeiro dia foi comemorado em 14 de agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família. A ideia teve o apoio do magnata Roberto Marinho, que na época era diretor do jornal O Globo. Certamente a data impulsionaria a publicidade, essencial para a sobrevivência dos veículos de comunicação.

Agora que você já conhece a história, vá dar um beijo em seu pai, com presente ou sem presente.

A história do legítimo Filho da Puta

O que me chamou a atenção para este fascinante assunto foi este tweet do Ubiratan Leal:

Fui ver qual era a real, e reagi com um misto de is this real life? e uma leve descrença, aquela que habitualmente carregamos quando lemos algum artigo na Wikipédia.

Para não repetir o que está escrito no tweet em respeito ao amigo leitor, deixe-me iniciar os trabalhos: Filho da Puta não foi só um cavalo de corrida qualquer. Ele foi o cavalo de corrida do ano de 1815, quando venceu o Saint Leger Stakes, nada mais nada menos que a segunda mais antiga corrida de equinos da Grã-Bretanha, terra de pouca história no esporte. Caso não acredite, pode conferir aqui.

A competição foi fundada em 1776 e é disputada em Doncaster até hoje, só perdendo no quesito tradição para a Doncaster Gold Cup, que começou dez anos antes. Ah, ele também correu na Gold Cup e adivinhem? Ganhou em 1816. A essa altura, os adversários provavelmente pensavam que este cavalo era na verdade um unicórnio, ou talvez um pégaso com asas invisíveis. Irritados, eles resolveram fazer um “trabalho” para o pobre Filho da Puta.

Ele teve uma lesão na perna, o que abreviou sua vitoriosa carreira. Depois disso, porém, as coisas melhoraram. Como não podia mais correr, ele foi aposentado e virou um verdadeiro garanhão, sendo utilizado somente para fins de procriação com as éguas que lhe dariam uma boa prole.

Antes de encerrar sua gloriosa vida, Filho da Puta ainda foi o leading sire da Grã-Bretanha e Irlanda em 1828. Esse prêmio é dado ao cavalo cuja descendência conquistasse mais títulos em determinado ano. Moral da história: os potrinhos eram uns legítimos Filhos das Putas.

Bom, agora que você sabe o background no Filho da Puta não vai se sentir tão incomodado assim quando aquele amigo engraçadão te chamar por esse nome, vai? Na realidade ele está com inveja porque você é um esportista campeão e te considera digno de passar seus genes adiante com diversas fêmeas. Nada mal, hein?