5 bons apps de entretenimento para seu divertimento

Depois da série de 5 apps para organizar sua vida, hoje é a vez do divertimento (e da rima no título). Nesse post vou dar umas dicas de aplicativos para seu dispositivo móvel para aliviar aquele tédio de sala de espera do médico. Só espero que ele tenha WiFi, certo? 😉

1. Jasmine

Se você, assim como eu, não gosta do aplicativo oficial do YouTube e também não quer entrar no navegador do celular/tablet para ver um simples vídeo, seus problemas acabaram. De graça e sem propagandas, o único defeito dele é existir apenas para iOS.

Ele faz tudo: procura os vídeos, te dá informações sobre os canais, possibilidade de comentar e dar o like/dislike, caso você tenha uma conta no YouTube, ver o trending, os vídeos mais populares… Enfim, tudo que um usuário comum gosta de fazer, e com gestos muito fáceis e instintivos. Você pode inclusive dizer ao app em qual qualidade você quer carregar os vídeos na rede WiFi ou na rede celular, o que é muito útil caso você tenha limite de planos.

Recomendadíssimo. E se você for um bom samaritano, pode comprar o app por dois míseros dólares do sujeito para ter o parental control, funcionalidade que eu nem sei bem para que serve, já que o próprio YouTube limita razoavelmente bem o conteúdo que vai para o site. É mais para ajudar o sujeito, mesmo.

2. Netflix (site)

Você provavelmente já deve ter ouvido algum amigo falar do Netflix ou visto a propaganda com a voz do Goku na televisão e se perguntado se realmente valia a pena, se o streaming dos vídeos seria feito sem travar… Bem, eu tinha as mesmas dúvidas, dei uma pesquisada e resolvi tentar para ver qualé que é.

Bom, eu gostei demais. Ainda estou naquele mês grátis de experimentação e pretendo continuar assinando depois que ele acabar. O custo é de R$ 16,90 por mês por um plano que permite que até dois aparelhos toquem vídeos ao mesmo tempo, mas também tem um que custa um pouco mais, mas que permite que até quatro aparelhos toquem ao mesmo tempo.

Notem que eu usei a palavra ‘aparelhos’ e não ‘celular’ ou ‘tablet’. Essa é uma das ótimas características do Netflix: universalidade. Você pode assistir pelo navegador, por um aplicativo para Windows 8, por celulares, tablets, seu console e até em algumas Smart TVs. O melhor de tudo é que ele sincroniza onde você parou, o que você já assistiu até agora e te sugere filmes, séries e documentários baseado naquilo que você já assistiu. Ah, ele também te possibilita criar perfis diferentes dentro do sistema. Assim, você cria uma lista diferente da da (não encham: está certo) sua mãe, namorada, irmão, etc.

O catálogo não é comparável ao americano, mas, para meu uso, está bom. Você não vai encontrar filmes que acabaram de sair do cinema, mas tem obras recentes e outras nem tanto. Ainda assim, acho que está bom para a maioria dos usuários comuns. Vale lembrar que os filmes não ficam lá para sempre, então é sempre bom não esperar demais para ver algo. Li em algum lugar que a permanência mínima de um filme é 1 ano, e que alguns ficam mais de acordo com as visualizações e classificações dos usuários.

Uma das dúvidas que eu tinha era quanto à conexão – seria suficiente para fazer o streaming de boa? A minha é uma NET 10 Megas (download a 1MB/s), e vai fácil. Às vezes demora uns dois minutos para atingir o 1080 Super HD, que é a qualidade máxima, mas na maioria das vezes chega lá bem rápido.

Recomendadíssimo!

3. Crackle (site)

Bom, para encurtar a história, o Crackle é um Netflix, mas de graça e que exibe propaganda no meio dos filmes e séries. O catálogo é bem menor e bem menos variado, e a maioria dos filmes é antiga e bem estilão Sessão da Tarde. Com uma boa peneirada, você pode achar algo bom aqui e ali, mas não é nada demais.

O único ponto bom é que ele é universal e funciona em praticamente qualquer dispositivo. Porém, acredito que sem um conta, você não pode ajustar a qualidade dos vídeos nem fazer muita coisa em relação às propagandas, que chegam a ser irritantes.

É muito mais um complemento caso você realmente esteja desesperado sem Netflix do que qualquer outra coisa.

4. VLC (site)

Bom, sem muito mistério aqui. Como a maioria deve saber, o VLC é um reprodutor de vídeos muito útil pelos seguintes motivos: toca basicamente qualquer coisa e tem suporte para legendas. Bacana, não?

Isso você já sabia. O que você talvez não saiba é que ele existe também para dispositivos móveis – e é aí que tudo fica melhor. Você tem AQUELE filme ou AQUELA série que não tem em nenhum serviço e não tem jeito: você recorre a sítios corsários para saciar sua vontade de assistir seus personagens favoritos entrando numa confusão da pesada!

É muito fácil utilizar o VLC – no iOS, por exemplo, para adicionar um vídeo, é só arrastá-lo no iTunes junto com a legenda (que deve ter o mesmo nome) e voilà: tudo funcionando certinho. Maravilha. E recomendadíssimo.

5. IMDb (site)

Esse serve como um complemento para tudo que já escrevi aqui. O IMDb, para quem não conhece, é o Internet Movie Database, que contém informações sobre praticamente todo ator, atriz, série, filme e qualquer outra coisa que você queira procurar relacionada ao mundo cinematográfico e televisivo.

Ele tem um aplicativo bem fácil de usar, sem maiores problemas. Algumas funções só estão disponíveis para quem tem conta lá, mas para o usuário comum, o básico é suficiente. Afinal, lembrar quem é o Gandalf ou o bom e velho 007* é difícil, né?

E aí, gostou? Faltou algum essencial? Deixe sua opinião!

(*Só para constar, existe apenas uma resposta certa: PIERCE BROSNAN.)

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5 apps para organizar sua vida

Como sou um sujeito que gosta de tecnologia, gostaria de compartilhar cinco aplicativos que alguns talvez nem saibam que existam e que me ajudam muito a organizar leituras, compromissos e outras coisas mais.

estantes

Espero que os exemplares estejam organizados em ordem alfabética

1. Pocket (site)

Falei dele há pouco tempo, neste post. É um dos aplicativos mais úteis e versáteis que tenho instalado. Ele é universal e funciona em navegadores, celulares, tablets, kindles e qualquer outro dispositivo móvel que você utilize.

Basicamente, o que ele faz é salvar todo tipo de texto para você ler depois, quando tiver mais tempo. O melhor de tudo é que ele tira toda a formatação do texto e deixa em uma fonte só, que é customizável em seu tamanho e tipo. Ou seja, deixa você concentrado de fato na leitura e na visualização de fotos e vídeos, sem precisar espremer os olhos e fazer esforço para ler. Uso muito quando me deparo com um texto longo que requer tempo/concentração e no momento estou no trabalho ou fazendo outra coisa.

Além disso, ele permite que você coloque tags, favorite e arquive o texto para leitura posterior. Bom para quem, assim como eu, gosta de preservar textos que considera ótimos. 🙂

2. Calendário

Parece óbvio, mas não é. Muita gente não se adapta a agendas de papel e acaba desistindo depois de uma semana. Uma agenda eletrônica facilitaria muito a vida, né?

Disponível em todo tipo de sistema, o calendário é extremamente útil para manter seus compromissos organizados. O que uso é o Google Calendar, pois posso acessá-lo no navegador e ele sincroniza com meus dispositivos móveis. Ele também permite que você convite outras pessoas que tenham Gmail para os seus eventos e customize os alarmes para avisá-lo dias, horas ou minutos antes do seu compromisso.

3. 30/30 (site)

O 30/30 é um aplicativo desconhecido de muitos, mas ele é interessante para quem tem problemas com procrastinação em casa ou no trabalho. Nele você pode criar tarefas e determinar o tempo em que serão realizadas. Quando chegar no fim, um alarme soará para alertá-lo de que o tempo para aquela tarefa acabou e está na hora de você iniciar a próxima.

A interface é um pouco cheia para o meu gosto e alguns gestos acabam atrapalhando na hora de criação e edição das tarefas. Apesar disso, ainda é um bom aplicativo, ainda mais quem tem problemas para concluir trabalhos. Pena que só tem para iOS.

4. Evernote (site)

Provavelmente o mais conhecido de todos, o Evernote funciona como um híbrido de Dropbox com Google Docs. Você pode subir arquivos, inclusive sons e fotos, mas o foco principal dele é em texto. O bônus é que você pode customizar e colocar tags nas suas notas e criar cadernos diversos para, por exemplo, suas disciplinas na faculdade. Mas também dá para planejar viagens, organizar receitas… enfim, praticamente tudo. E o melhor, é universal e sincroniza via web!

O ponto negativo dele é que existe um limite de upload por mês, mas se você trabalha com textos, como nós jornalistas, não terá grandes problemas em relação a isso. E  também existem outras plataformas para upar sons e fotos, como o Google Drive (muito útil também, aliás).

5. IFTTT (site)

O If This Then That (IFTTT) é um aplicativo mais automatizador de tarefas do que propriamente um organizador. Ele é relativamente simples de se usar e pode ser uma mão na roda para quem tem múltiplas contas em serviços diferentes.

Dentro do app você pode criar “receitas” de automatização para determinado conteúdo. Por exemplo, se você tira uma foto, ele pode ser postada no Instagram e no Facebook automaticamente e ser enviada para upload no Dropbox.

É prático e útil para quem gosta de ter menos trabalho quando fizer alguma coisa no celular. Novamente, o ponto baixo é que só tem para iOS por enquanto.

Eaí, gostaram? Faltou algum aplicativo que você use que não está listado? Sugestões sempre são bem-vindas!

Recomendação

Assim como fiz neste post, gostaria de fazer mais uma recomendação. Desta vez em relação ao Vale Cultura do Ministério da Cultura e à impossibilidade de comprar jogos de videogame com o cartão. Falar que videogame não é cultura é de uma ignorância tremenda, e eis o argumento completo que o pessoal do Jovem Nerd, com o qual concordo absurda e brutalmente (a partir dos 7 minutos):

Como vocês viram, existem jogos e jogos, assim como existem revistas e revistas, meios de comunicação e meios de comunicação… Muita gente, assim como eu e o amigo Alexandre Ottoni, aprendeu inglês jogando videogame. Sem falar nos enredos, estratégias empregadas para atingir determinado objetivo ou mesmo saber lidar recursos que o jogo te dá. Enfim, aparentemente isso não te enriquece cultural e intelectualmente. Bom é ficar vegetando na frente da televisão…

“Quando ela dá uma declaração ‘de jeito nenhum’, ela está dando uma declaração implícita da ignorância e obsolescência que ela é.”

Zerou o argumento. Marta Suplicy, faça um favor a nós e a você, dê um /quit e vá fazer outra coisa porque você tá passando vergonha. 😉

Bom Senso fora dos campos. E dentro dele?

O movimento dos jogadores contra o estapafúrdio calendário do futebol brasileiro é muito, muito válido. O Bom Senso Futebol Clube apresenta propostas racionais que fariam grande diferença na prática do esporte mais amado do país. Entre outras medidas, a diminuição de datas principalmente nos campeonatos estaduais e o alongamento de outras competições como Copa do Brasil e Brasileirão melhoraria o nível técnico dos torneios, pois haveria mais tempo para treinar e uma desculpa a menos a dar quando um jogador é cobrado ou um técnico demitido.

BomSensoFC

Muito bom. Essa movimentação fora de campo é benéfica e ajudaria a, ao menos, tentar equiparar o nível do futebol disputado aqui e o praticado na Europa. Bacana. Mas e dentro de campo?

Assistir a uma partida de futebol é um baita exercício de paciência. Não só pelo sofrível nível técnico dos times, mas também pelas próprias atitudes dos jogadores entre as quatro linhas. Um clima artificial de guerra é criado por algum motivo que desconheço e isso deixa os atletas num estado irreconhecível. Não sei se é a prelação do técnico ou a pressão da torcida. Confunde-se raça com insuportabilidade (Tite teria inveja).

Em muitos jogos, não há sequer uma saída pela lateral marcada que já começa a reclamação para cima do árbitro, do bandeirinha, do juiz atrás do gol… Todo mundo querendo apitar a porra do jogo. A arbitragem brasileira é uma bosta, mas não justifica. Aliás, o momento do tal “bom senso” deveria ser aproveitado para também colocar essa questão na mesa, pois o nível é tão baixo que os dois lados saem esbravejando depois das partidas. Eles deveriam ser profissionalizados, passar por testes físicos e psicológicos, fazer cursos sobre arbitragem, entre outras coisas.

Mas voltando à questão original: é realmente necessário ficar querendo apitar o jogo? No lateral, é reclamação porque foi para um lado ou para o outro. No impedimento, é reclamação porque o bandeirinha é cego ou porque ele marcou. Na falta, é reclamação porque não foi falta ou porque deveria dar cartão. Aí chuta a bola longe. Pega a bola, segura a bola, atrasa o jogo, dá ela para o companheiro que está do lado oposto de onde aconteceu a falta. Por que não simplesmente se concentrar no seu trabalho, que é jogar bola, e deixar que o juiz faça o dele, apitando o jogo? Se ele errar de forma grave, que seja punido, fique algumas rodadas na geladeira, se recicle, assim como o jogador que dá uma voadora no outro e fica suspenso por determinado número de partidas. Simples.

Para a turma do 8 ou 80: não é para o cara ser robô. “Jogo quente” não é desculpa também. Em outros lugares do mundo, principalmente na Europa, também existem “jogos quentes”, mas não se vê esse furdúncio todo que vemos por aqui. Temos Champions League rolando aí, clássicos mundiais e regionais quase todo fim de semana e assistimos apenas a um bom jogo de futebol, não a uma guerra entre jogadores, árbitros, técnicos e torcida.

Aliás, outra coisa que deveria mudar na cultura do futebol brasileiro é a mania de todo zagueiro ou marcador se sentir no direito de reclamar quando algum atacante cai dentro da área. Se ele simulou, que o juiz dê cartão (vamos lá para a preparação dos árbitros). Talvez eles não saibam, mas choques e escorregões também podem acontecer dentro da área. Nada que vá ser pênalti, mas também nada que mereça ser advertido, porque simplesmente acontece. O cara pisa em falso, dá uma trombada, cai. E segue a vida. Aí tem uns valentões que ficam botando o dedo na cara do adversário, mandando ele levantar… Ridículo. Já que tem cartão amarelo para quem tira a camisa, devia ter cartão amarelo para quem aponta o dedo na cara do rival.

Sei que posso parecer um pouco gacibiano com esse texto, mas acho que é algo que precisa mudar para o bem do futebol e, principalmente, do público. Quando alguém é repatriado da Europa e diz “lá não tem isso” só mostra o quanto precisamos avançar também em termos de cultura dentro de campo, de todos os lados. A mudança se faz necessária e urgente, e o momento é propício. Aguardemos.

Sobre burlar sistemas

Nas minhas naveganças internéticas de todos os dias, me deparei com este post do amigo Izzy Nobre sobre o vídeo de três jovens que burlam o sistema do refil de refrigerante no Burger King, que você pode ver abaixo:

Bom, uma rápida passada de olho nos comentários tanto do post como do vídeo em si mostra uma flame war incessante de ambos os lados: os que defendem os jovens e até apoiariam atitudes mais radicais, como depredar a loja de fast-food em questão, e os que os criticam e não veem outra alternativa a não ser o enforcamento em praça pública do grupo.

Eu não sou 8 nem 80 nessa questão. Sou o meio termo, ou seja, o 43: acho que o que os jovens fizeram não é moral nem ético, porém, como eles próprios fazem questão de dizer no vídeo, eles não estão errados de acordo com a letra fria da lei do regulamento do refil. Isso não quer dizer que seja exatamente bacana ter esse tipo de atitude independentemente do regulamento, afinal, poderia haver uma lei que permitisse o roubo por políticos e ninguém acharia isso bacana, apesar de essa mera hipótese estar dentro das linhas da legalidade.

Só para deixar cristalino: eu não estou defendendo os caras. Não é o tipo de coisa que eu ou os caros leitores fariam, porém, quero exercitar aqui os possíveis motivos que talvez tenham levado esse grupo a burlar o sistema do tal refil.

Quero lembrar que estamos no Brasil, país onde companhias aéreas aumentam os preços em 1128% sem nenhum tipo de punição, onde gigantes da tecnologia cobram R$ 4 mil por um console e R$ 2.900 por um celular e onde empresas de telefonia cobram uma tarifa exorbitante (a mais cara do mundo) por um serviço que beira o ridículo. Aliás, você sabia que a Editora Abril inclui uma cláusula de renovação automática das suas assinaturas de revistas? Bem, pois é. Um colega sofreu com isso recentemente e tomou um verdadeiro CALOR para cancelar o negócio.

Em outras palavras, o único que se fode é o consumidor. E isso só faz a idolatria por gente como este russo (mais sobre russos aqui) crescer. Ele simplesmente cansou do banco, que lhe enviou um cartão de crédito não requisitado, e resolveu foder com ele dentro da legalidade: alterou as letras miúdas do contrato e mandou para os caras assinarem, o que eles obviamente fizeram SEM LER. E depois foram colocar o cara na justiça. Como o próprio sujeito diz na matéria: “O sapato está no outro pé agora, né?” E se fosse o contrário?

Veja só – quando a empresa é prejudicada, mesmo quando ela assinou um contrato ou elaborou um regulamento com brechas, ela se sente no direito de ir lá e processar (caso do banco) o sujeito ou reclamar (no caso da gerente do BK) do cara. Quando a seta está apontando na direção deles, o negócio é diferente, mas quando é com a gente, aí pode, aí tudo bem.

É por isso que eu não sinto nenhuma pena, principalmente dessas empresas multimilionárias, que exploram seus funcionários ao limite e dão poucos ou nenhum benefícios para os caras. Te garanto que o BK não teve nenhum prejuízo com a galhofagem de três caras que se aproveitaram do regulamento para pegar mais ou menos 15 litros de refrigerante.

Acredito que foi uma atitude que combinou o fator cansaço mais o fator galhofa pela sacanagem de achar uma brecha no regulamento. Novamente: não é bacana, ético ou moral, mas é legal (que está dentro da lei). O BK que chore à vontade, mas que elaborem com mais atenção o regulamento sobre o refil do refrigerante aguado que eles botam naquelas máquinas. Se subitamente eles tivessem incluído algo que prejudicasse o consumidor lá, duvido que criaria esse furdúncio todo, e um simples “foi mal aí gente” “resolveria” a situação. Mas quando é com eles…

Russos são completamente insanos

Russos são as pessoas mais malucas deste mundo, indiscutivelmente. Seu amigo mais debilóide é uma criança de cinco anos jogando xadrez contra o Kasparov quando comparado ao nível de maluquice de um russo comum.

Em algum ponto da vida, todos já tentaram fazer alguma acrobacia qualquer, seja ela uma estrela ou aquele pulo do Cafu, em que você dá uma cambalhota aérea, e acabaram estatelados no chão. Plantar a bananeira é uma tarefa difícil, mesmo para aqueles que tem o status de dexterity elevados. Porém, russos acham isso tão fácil quanto roubar um copo de vodka de um bêbado, e resolveram adicionar um pouco de dificuldade nas acrobacias.

Observe com atenção (e não tente isso em casa, quer dizer, no topo do seu prédio):

Não é só o alto nível de periculosidade envolvido nos movimentos. Eles têm de fazer isso sem nenhum tipo de proteção, corda ou paraquedas em caso de emergência. Não basta ficar de ponta-cabeça, é preciso ficar de ponta-cabeça a 300+ metros de altura com suaves ventos te FUSTIGANDO impiedosamente.

Tem uns que até aproveitam a bela vista para se exercitar sem nenhum tipo de preocupação aparente com a queda:

Lembrando que os russos são o tipo de povo que instala câmeras de vídeo nos painéis dos carros para registrar brigas de trânsito, suborno de policiais e ter provas na justiça (caso ele não a faça com as próprias mãos), como mostra esta reportagem, que coincidentemente, saiu ontem no Fantástico. Não, não é para registrar meteoritos caindo do céu (mesmo que tenha calhado há algum tempo).

Se você quiser, tem até um documentário sobre russos malucos que não temem qualquer tipo de consequência:

E você aí achando que era o badass da turma né? 🙂

São Paulo é difícil

Hoje só tenho alguns pensamentos para compartilhar. Na última sexta-feira aconteceu uma sequência de fatos que me fez pensar em bastante coisa.

Pela manhã, faço um curso de línguas que, vez ou outra, proporciona aquela atividade em grupo em que você conta algo sobre sua vida. Pois bem, o tema da vez era “onde você estava há 10 anos”. Como de costume, falo com orgulho que sou de Santos, pois amo a cidade, que sempre, sempre será a minha casa, independentemente do lugar em que eu esteja – seja São Paulo ou Zurique. Para minha surpresa, já que estudamos juntos há quase 1 ano, uma das minhas colegas de sala falou que também era de lá. A outra disse que era de São José do Rio Preto.

Mas o mais engraçado não foi isso. Foi o fato de que falamos praticamente as mesmas coisas: a vida é diferente por esses lados. As pessoas vivem correndo. Perde-se um tempo inimaginável. A frieza das pessoas é quase palpável. O pior de tudo é que a maioria dos paulistanos mal percebe que tudo isso ocorre. Andam quase correndo desde pequenos. Estão acostumados a levar pelo menos meia hora para ir a qualquer lugar (até na padaria!). Estão acostumados a atrasar nos compromissos e a ignorar as outras pessoas no metrô, no ônibus, no trem.

Obviamente alguns pensarão que é apenas um mimimi de quem vem de fora, mas elas não foram as duas primeiras pessoas a compartilharem esses sentimentos e não serão as duas últimas. Já encontrei vários colegas de faculdade e de trabalho que notaram basicamente as mesmas coisas. Alguma verdade deve existir nisso aí.

Enfim, mas o dia prosseguiu no trabalho, e, no caminho de volta, voltei a pensar nessa questão. No metrô, vi um sujeito com roupas simples que estava dormindo sentado no banco. Já considero dormir no metrô uma proeza por causa do barulho, mas ele não estava simplesmente encostado com a cabeça na parede. Ele estava todo torto, quase caindo do banco. Metia a cabeça entre as pernas, a mochila longe, quase no meio do vagão. E ele dormindo profundamente. Não estava bêbado, estava dormindo mesmo.

Depois da baldeação, vi uma situação muito semelhante, mas dessa vez com uma mulher arrumada. Na hora me veio alguém que trabalha em escritório de advocacia. Enfim, ela não estava em um estado parecido com o do cara, mas ela também estava dormindo. Sentada no banco duplo, ela estava na parte que dá para o corredor, onde havia um sujeito em pé ao lado. Sonolenta, ela encostava a cabeça na barra de ferro atrás do banco. Como o trem sacolejava, a cabeça dela ia de um lado para outro, e ela quase caía no colo do cara sentado, ou dava com a cabeça na virilha do sujeito em pé. Acredito que o termo usado é “pescar” – depois que ela quase atingia um inocente, acordava por alguns momentos e voltava a dormir, exausta.

Para paulistanos talvez isso seja normal, afinal, essas duas pessoas trabalharam o dia todo e estão cansadas. Porém, para quem não é, isso é extremamente chocante. Pensei na qualidade de vida que essas duas pessoas tinham ao estarem daquela forma. Se bobear iam chegar em casa botar a cara no travesseiro e dormir até o dia seguinte. Desculpem, mas isso não é vida. Se a sua vida gira em torno exclusivamente do trabalho, de fazer turnos de 10, 12 horas por dia, acho que você está no emprego errado. Vejo que muitas pessoas ficam pilhadas com o trabalho e esquecem que também têm família, amigos, filhos. Têm que aproveitar os momentos de lazer. A vida não é trabalho.

Não sou ingênuo de achar que o mercado perdoa quem não se sujeita a esse tipo de coisa, mas acho que tudo tem limite. Muitos falam que na capital se paga mais, mas esquecem que tudo é mais caro e que a qualidade de vida costuma ser apenas razoável. Tudo tem seu preço. A metrópole não seria ela se não cobrasse sua taxa. E esse imposto é a qualidade de vida. Como eu disse, demora-se pelo menos meia hora para pensar em chegar a algum lugar, perto ou longe. Se você estiver sem sorte, pode botar 1h na conta. A correria de todo dia estressa, e o que tem de gente com problema de peso, pressão e coração não está escrito. Muito vai da reação de cada um, mas seria ingenuidade achar que a cidade não contribui em nada para os problemas dos cidadãos. É para por na balança e ponderar o que vale a pena e o que não vale.

Na mesma sexta-feira, vi uma pessoa sendo socorrida no chão do metrô. Pela tentativa de reanimação, acho que foi um ataque cardíaco. Vi a ambulância do Samu chegar, mas não sei se a pessoa sobreviveu. É para se pensar. É uma cidade que vai matando todo dia, vai te minando por dentro. São Paulo é uma cidade difícil, mas é onde estou hoje. Sou agradecido por tudo que ela me deu e me dá, mas não posso vendar meus olhos e achar que é o Paraíso. Longe disso.