Prestíssimo* paulistano

Passa vida, vida passa, passa tempo, tempo passa e espere: seis horas acordar, seis e cinco despertar, sete horas trabalhar, trabalho, trabalho, trabalho:

– Alô? Sim, reunião em cinco minutos, ok.

Corre, corre, reunião em cinco minutos, cinco minutos! Que digo!? C – I – N – C – O minutos?! Não acabei o projeto! Corre, corre, tempo passa, corre, corre, vida passa. PARE! Não encontro nem aqui e nem ali, procurar, procurar, PROCURAR: escrivaninha, corredor, onde está? Onde anda a liberdade? Cadê ela? Está aí, andando, caminhando, fugindo de mim. Ah, se eu pudesse conquistá-la, ah, se eu pudesse! Com certeza, proclamaria a independência do horário, da correria, dos constantes cinco minutos. Oh, cinco minutos, meu Deus! Agora são quatro: acabar o projeto, acaba, acaba, acaba, não acaba… Acabou! Corre, anda:

– Elevador! Sala de reunião, por favor. Obrigada!

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Corredor lotado, anda logo, não para, vai, vai, v-a-i… Ah, que alívio, cheguei! Acabou, terminou, projeto aprovado. Treze horas, pegar as crianças. Que trânsito, BIBI, liberdade, independência, que caos, CHEGA! Ah, eu não aguento, hora de almoçar. Almoçar?! Isso aqui está mais para engolir, então engole logo porque são quinze horas. Mercado, compras, banco, lavanderia, trabalho, trabalho, trabalho, trânsito, que inferno! Que rapidez, 16, 17, 18, 19, ah, finalmente, 22 horas!

“Nossa, NADA, não fiz nada hoje, o dia não rendeu!” Vinte e duas horas, dormir, mas e aquele projeto? Pensa, pensa, pensa no sonho. Só pode ser pesadelo.

Bip-bip-bip-bip, passa vida, vida passa, passa tempo, tempo passa e espere: seis horas acordar. De novo? Mas passou tão rápido! Nem deu para descansar. Ah, chega de enrolar que hoje o dia é longo.

NÃÃOOO, assim não dá, quero minha liberdade, será que vou demorar a encontrar? Creio ter encontrado, no atestado de óbito: infarto do miocárdio. Apenas mais uma vítima, mas não temos tempo, às sete explode em multidão, todos correm para São Paulo crescer. Então, vão bora, vão bora, olha a hora, vão bora, vão bora.

*Andamento musical muito rápido, com toda a velocidade e presteza. 

5 apps para organizar sua vida

Como sou um sujeito que gosta de tecnologia, gostaria de compartilhar cinco aplicativos que alguns talvez nem saibam que existam e que me ajudam muito a organizar leituras, compromissos e outras coisas mais.

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Espero que os exemplares estejam organizados em ordem alfabética

1. Pocket (site)

Falei dele há pouco tempo, neste post. É um dos aplicativos mais úteis e versáteis que tenho instalado. Ele é universal e funciona em navegadores, celulares, tablets, kindles e qualquer outro dispositivo móvel que você utilize.

Basicamente, o que ele faz é salvar todo tipo de texto para você ler depois, quando tiver mais tempo. O melhor de tudo é que ele tira toda a formatação do texto e deixa em uma fonte só, que é customizável em seu tamanho e tipo. Ou seja, deixa você concentrado de fato na leitura e na visualização de fotos e vídeos, sem precisar espremer os olhos e fazer esforço para ler. Uso muito quando me deparo com um texto longo que requer tempo/concentração e no momento estou no trabalho ou fazendo outra coisa.

Além disso, ele permite que você coloque tags, favorite e arquive o texto para leitura posterior. Bom para quem, assim como eu, gosta de preservar textos que considera ótimos. 🙂

2. Calendário

Parece óbvio, mas não é. Muita gente não se adapta a agendas de papel e acaba desistindo depois de uma semana. Uma agenda eletrônica facilitaria muito a vida, né?

Disponível em todo tipo de sistema, o calendário é extremamente útil para manter seus compromissos organizados. O que uso é o Google Calendar, pois posso acessá-lo no navegador e ele sincroniza com meus dispositivos móveis. Ele também permite que você convite outras pessoas que tenham Gmail para os seus eventos e customize os alarmes para avisá-lo dias, horas ou minutos antes do seu compromisso.

3. 30/30 (site)

O 30/30 é um aplicativo desconhecido de muitos, mas ele é interessante para quem tem problemas com procrastinação em casa ou no trabalho. Nele você pode criar tarefas e determinar o tempo em que serão realizadas. Quando chegar no fim, um alarme soará para alertá-lo de que o tempo para aquela tarefa acabou e está na hora de você iniciar a próxima.

A interface é um pouco cheia para o meu gosto e alguns gestos acabam atrapalhando na hora de criação e edição das tarefas. Apesar disso, ainda é um bom aplicativo, ainda mais quem tem problemas para concluir trabalhos. Pena que só tem para iOS.

4. Evernote (site)

Provavelmente o mais conhecido de todos, o Evernote funciona como um híbrido de Dropbox com Google Docs. Você pode subir arquivos, inclusive sons e fotos, mas o foco principal dele é em texto. O bônus é que você pode customizar e colocar tags nas suas notas e criar cadernos diversos para, por exemplo, suas disciplinas na faculdade. Mas também dá para planejar viagens, organizar receitas… enfim, praticamente tudo. E o melhor, é universal e sincroniza via web!

O ponto negativo dele é que existe um limite de upload por mês, mas se você trabalha com textos, como nós jornalistas, não terá grandes problemas em relação a isso. E  também existem outras plataformas para upar sons e fotos, como o Google Drive (muito útil também, aliás).

5. IFTTT (site)

O If This Then That (IFTTT) é um aplicativo mais automatizador de tarefas do que propriamente um organizador. Ele é relativamente simples de se usar e pode ser uma mão na roda para quem tem múltiplas contas em serviços diferentes.

Dentro do app você pode criar “receitas” de automatização para determinado conteúdo. Por exemplo, se você tira uma foto, ele pode ser postada no Instagram e no Facebook automaticamente e ser enviada para upload no Dropbox.

É prático e útil para quem gosta de ter menos trabalho quando fizer alguma coisa no celular. Novamente, o ponto baixo é que só tem para iOS por enquanto.

Eaí, gostaram? Faltou algum aplicativo que você use que não está listado? Sugestões sempre são bem-vindas!

Afasta de mim esse cálice

Aprecio muito o trabalho de Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Milton Nascimento, assim como o que conheço de suas lutas políticas contra situações específicas da história do país.

Exatamente: situações históricas. A história da ditadura militar brasileira está diretamente ligada a episódios que envolveram esses artistas. Caetano, por exemplo, foi exilado na Inglaterra, e Chico, na Itália. Se esses dados não forem registrados, irão se perder e, com isso, a história do Brasil também será esquecida.

Em 1973, Chico Buarque e Gilberto Gil participaram de um festival de música, no Anhembi, em São Paulo. Cantaram ‘Cálice’ e Chico teve o microfone desligado. No final da música, o carioca expressou sua indignação: “Estão me aporrinhando muito. Esse negócio de desligar o som não estava no programa. Claro, estava no programa que eu não posso cantar a música nem ‘Anna de Amsterdam’. Não vou cantar nenhuma das duas. Mas desligar o som não precisava não”.

Na canção, a palavra ‘cálice’ é repetida frequentemente, com a intenção de adotar o sentido de ‘cale-se’, referindo-se, portanto, à censura imposta pelos ditadores. São cantadas frases como ‘tanta mentira, tanta força bruta’ e ‘como é difícil acordar calado, se na calada da noite eu me dano’.

Agora, surpreendentemente, os homens que foram calados que querem calar. Chico escreveu para ‘O Globo’ texto em 16 de outubro intitulado ‘Penso eu’, defendendo direito do ‘Rei’ Roberto Carlos de preservar sua vida pessoal e se colocando contra biografias não-autorizadas. Além disso, Chico lamentou ‘pelo autor [Paulo Cesar de Araújo], que diz ter empenhado 15 anos de sua vida em pesquisas e entrevistas com não sei quantas pessoas, inclusive eu. Só que ele nunca me entrevistou’.

No dia seguinte, ‘O Globo’ publicou ‘Chico Buarque pede desculpas a biógrafo de Roberto Carlos’. No texto, há uma foto que comprova o encontro deles e um link que direciona o leitor para uma página com o registro do encontro em vídeo. Só por isso, já senti vergonha por Chico Buarque. Aliás, eu estaria com vergonha até agora.

Por que não biografar? Por que não registrar os melhores momentos da vida de uma pessoa pública? E até os piores, afinal, todos passamos por dificuldades em alguma fase da vida. Por que tentar esquecer? Além das obras, claro, é pela biografia que determinado artista fica imortalizado. Se houvesse um livro com a compilação de dados sobre Chico Buarque, gerações futuras poderiam conhecer, com muito mais facilidade, como foi sua vida, qual sua causa e até mesmo a história de suas composições. ‘Cálice’ ou ‘Apesar de você’ não teriam sentido escritas no Brasil de hoje, mas há trinta, quarenta anos tinham mais que sentido, carregavam lutas e indignação contra o regime vigente.

No domingo, o Fantástico, da TV Globo, veiculou uma entrevista de Renata Vasconcellos com Roberto Carlos. O cantor da Jovem Guarda afirmou que pretende escrever a própria biografia. Não sou a favor de autobiografias. As pessoas tentam amenizar fatos negativos de suas vidas ou simplesmente passam uma borracha nos piores momentos.

Tampouco sou a favor de biografar pessoas que não tenham um legado ou que não tenham contribuído de alguma forma para a sociedade. Sou totalmente contra biografias meramente mercadológicas. Não pretendo desmerecer o trabalho de ninguém, porém será que o Justin Bieber, com menos de 20 anos, merecia uma biografia? Ou Adele? Sou fã da cantora britânica, li sua biografia (ao contrário da do Bieber), mas não gostei. Por mais incríveis que suas histórias pareçam, eles são muito jovens e ainda têm muitas páginas em branco para preencher. Biografias deveriam narrar vidas memoráveis.

Aliás, memorável é a carta que Tom Jobim escreveu a Chico Buarque, em outubro de 1989. (Tom, inclusive, foi muito bem biografado por Sérgio Cabral – o pai do governador do Rio). Manuscrita, a carta começa:

Chico Buarque meu herói nacional
Chico Buarque gênio da raça
Chico Buarque salvação do Brasil

carta ao chico

E em certo ponto enumera: “Chico também não evitou os assuntos escabrosos, sangue, tortura, derrame, hemorragia… Houve um momento em que temi pela tua sorte e te falei, mas creio que o pior já passou”.

Quem diria que aquele Chico, que teve o microfone desligado e tanto lutou contra a censura, quisesse prender os punhos de autores de biografias. Pai, afasta de mim esse cale-se.

Recomendação

Assim como fiz neste post, gostaria de fazer mais uma recomendação. Desta vez em relação ao Vale Cultura do Ministério da Cultura e à impossibilidade de comprar jogos de videogame com o cartão. Falar que videogame não é cultura é de uma ignorância tremenda, e eis o argumento completo que o pessoal do Jovem Nerd, com o qual concordo absurda e brutalmente (a partir dos 7 minutos):

Como vocês viram, existem jogos e jogos, assim como existem revistas e revistas, meios de comunicação e meios de comunicação… Muita gente, assim como eu e o amigo Alexandre Ottoni, aprendeu inglês jogando videogame. Sem falar nos enredos, estratégias empregadas para atingir determinado objetivo ou mesmo saber lidar recursos que o jogo te dá. Enfim, aparentemente isso não te enriquece cultural e intelectualmente. Bom é ficar vegetando na frente da televisão…

“Quando ela dá uma declaração ‘de jeito nenhum’, ela está dando uma declaração implícita da ignorância e obsolescência que ela é.”

Zerou o argumento. Marta Suplicy, faça um favor a nós e a você, dê um /quit e vá fazer outra coisa porque você tá passando vergonha. 😉

Bom Senso fora dos campos. E dentro dele?

O movimento dos jogadores contra o estapafúrdio calendário do futebol brasileiro é muito, muito válido. O Bom Senso Futebol Clube apresenta propostas racionais que fariam grande diferença na prática do esporte mais amado do país. Entre outras medidas, a diminuição de datas principalmente nos campeonatos estaduais e o alongamento de outras competições como Copa do Brasil e Brasileirão melhoraria o nível técnico dos torneios, pois haveria mais tempo para treinar e uma desculpa a menos a dar quando um jogador é cobrado ou um técnico demitido.

BomSensoFC

Muito bom. Essa movimentação fora de campo é benéfica e ajudaria a, ao menos, tentar equiparar o nível do futebol disputado aqui e o praticado na Europa. Bacana. Mas e dentro de campo?

Assistir a uma partida de futebol é um baita exercício de paciência. Não só pelo sofrível nível técnico dos times, mas também pelas próprias atitudes dos jogadores entre as quatro linhas. Um clima artificial de guerra é criado por algum motivo que desconheço e isso deixa os atletas num estado irreconhecível. Não sei se é a prelação do técnico ou a pressão da torcida. Confunde-se raça com insuportabilidade (Tite teria inveja).

Em muitos jogos, não há sequer uma saída pela lateral marcada que já começa a reclamação para cima do árbitro, do bandeirinha, do juiz atrás do gol… Todo mundo querendo apitar a porra do jogo. A arbitragem brasileira é uma bosta, mas não justifica. Aliás, o momento do tal “bom senso” deveria ser aproveitado para também colocar essa questão na mesa, pois o nível é tão baixo que os dois lados saem esbravejando depois das partidas. Eles deveriam ser profissionalizados, passar por testes físicos e psicológicos, fazer cursos sobre arbitragem, entre outras coisas.

Mas voltando à questão original: é realmente necessário ficar querendo apitar o jogo? No lateral, é reclamação porque foi para um lado ou para o outro. No impedimento, é reclamação porque o bandeirinha é cego ou porque ele marcou. Na falta, é reclamação porque não foi falta ou porque deveria dar cartão. Aí chuta a bola longe. Pega a bola, segura a bola, atrasa o jogo, dá ela para o companheiro que está do lado oposto de onde aconteceu a falta. Por que não simplesmente se concentrar no seu trabalho, que é jogar bola, e deixar que o juiz faça o dele, apitando o jogo? Se ele errar de forma grave, que seja punido, fique algumas rodadas na geladeira, se recicle, assim como o jogador que dá uma voadora no outro e fica suspenso por determinado número de partidas. Simples.

Para a turma do 8 ou 80: não é para o cara ser robô. “Jogo quente” não é desculpa também. Em outros lugares do mundo, principalmente na Europa, também existem “jogos quentes”, mas não se vê esse furdúncio todo que vemos por aqui. Temos Champions League rolando aí, clássicos mundiais e regionais quase todo fim de semana e assistimos apenas a um bom jogo de futebol, não a uma guerra entre jogadores, árbitros, técnicos e torcida.

Aliás, outra coisa que deveria mudar na cultura do futebol brasileiro é a mania de todo zagueiro ou marcador se sentir no direito de reclamar quando algum atacante cai dentro da área. Se ele simulou, que o juiz dê cartão (vamos lá para a preparação dos árbitros). Talvez eles não saibam, mas choques e escorregões também podem acontecer dentro da área. Nada que vá ser pênalti, mas também nada que mereça ser advertido, porque simplesmente acontece. O cara pisa em falso, dá uma trombada, cai. E segue a vida. Aí tem uns valentões que ficam botando o dedo na cara do adversário, mandando ele levantar… Ridículo. Já que tem cartão amarelo para quem tira a camisa, devia ter cartão amarelo para quem aponta o dedo na cara do rival.

Sei que posso parecer um pouco gacibiano com esse texto, mas acho que é algo que precisa mudar para o bem do futebol e, principalmente, do público. Quando alguém é repatriado da Europa e diz “lá não tem isso” só mostra o quanto precisamos avançar também em termos de cultura dentro de campo, de todos os lados. A mudança se faz necessária e urgente, e o momento é propício. Aguardemos.

Sobre burlar sistemas

Nas minhas naveganças internéticas de todos os dias, me deparei com este post do amigo Izzy Nobre sobre o vídeo de três jovens que burlam o sistema do refil de refrigerante no Burger King, que você pode ver abaixo:

Bom, uma rápida passada de olho nos comentários tanto do post como do vídeo em si mostra uma flame war incessante de ambos os lados: os que defendem os jovens e até apoiariam atitudes mais radicais, como depredar a loja de fast-food em questão, e os que os criticam e não veem outra alternativa a não ser o enforcamento em praça pública do grupo.

Eu não sou 8 nem 80 nessa questão. Sou o meio termo, ou seja, o 43: acho que o que os jovens fizeram não é moral nem ético, porém, como eles próprios fazem questão de dizer no vídeo, eles não estão errados de acordo com a letra fria da lei do regulamento do refil. Isso não quer dizer que seja exatamente bacana ter esse tipo de atitude independentemente do regulamento, afinal, poderia haver uma lei que permitisse o roubo por políticos e ninguém acharia isso bacana, apesar de essa mera hipótese estar dentro das linhas da legalidade.

Só para deixar cristalino: eu não estou defendendo os caras. Não é o tipo de coisa que eu ou os caros leitores fariam, porém, quero exercitar aqui os possíveis motivos que talvez tenham levado esse grupo a burlar o sistema do tal refil.

Quero lembrar que estamos no Brasil, país onde companhias aéreas aumentam os preços em 1128% sem nenhum tipo de punição, onde gigantes da tecnologia cobram R$ 4 mil por um console e R$ 2.900 por um celular e onde empresas de telefonia cobram uma tarifa exorbitante (a mais cara do mundo) por um serviço que beira o ridículo. Aliás, você sabia que a Editora Abril inclui uma cláusula de renovação automática das suas assinaturas de revistas? Bem, pois é. Um colega sofreu com isso recentemente e tomou um verdadeiro CALOR para cancelar o negócio.

Em outras palavras, o único que se fode é o consumidor. E isso só faz a idolatria por gente como este russo (mais sobre russos aqui) crescer. Ele simplesmente cansou do banco, que lhe enviou um cartão de crédito não requisitado, e resolveu foder com ele dentro da legalidade: alterou as letras miúdas do contrato e mandou para os caras assinarem, o que eles obviamente fizeram SEM LER. E depois foram colocar o cara na justiça. Como o próprio sujeito diz na matéria: “O sapato está no outro pé agora, né?” E se fosse o contrário?

Veja só – quando a empresa é prejudicada, mesmo quando ela assinou um contrato ou elaborou um regulamento com brechas, ela se sente no direito de ir lá e processar (caso do banco) o sujeito ou reclamar (no caso da gerente do BK) do cara. Quando a seta está apontando na direção deles, o negócio é diferente, mas quando é com a gente, aí pode, aí tudo bem.

É por isso que eu não sinto nenhuma pena, principalmente dessas empresas multimilionárias, que exploram seus funcionários ao limite e dão poucos ou nenhum benefícios para os caras. Te garanto que o BK não teve nenhum prejuízo com a galhofagem de três caras que se aproveitaram do regulamento para pegar mais ou menos 15 litros de refrigerante.

Acredito que foi uma atitude que combinou o fator cansaço mais o fator galhofa pela sacanagem de achar uma brecha no regulamento. Novamente: não é bacana, ético ou moral, mas é legal (que está dentro da lei). O BK que chore à vontade, mas que elaborem com mais atenção o regulamento sobre o refil do refrigerante aguado que eles botam naquelas máquinas. Se subitamente eles tivessem incluído algo que prejudicasse o consumidor lá, duvido que criaria esse furdúncio todo, e um simples “foi mal aí gente” “resolveria” a situação. Mas quando é com eles…

Russos são completamente insanos

Russos são as pessoas mais malucas deste mundo, indiscutivelmente. Seu amigo mais debilóide é uma criança de cinco anos jogando xadrez contra o Kasparov quando comparado ao nível de maluquice de um russo comum.

Em algum ponto da vida, todos já tentaram fazer alguma acrobacia qualquer, seja ela uma estrela ou aquele pulo do Cafu, em que você dá uma cambalhota aérea, e acabaram estatelados no chão. Plantar a bananeira é uma tarefa difícil, mesmo para aqueles que tem o status de dexterity elevados. Porém, russos acham isso tão fácil quanto roubar um copo de vodka de um bêbado, e resolveram adicionar um pouco de dificuldade nas acrobacias.

Observe com atenção (e não tente isso em casa, quer dizer, no topo do seu prédio):

Não é só o alto nível de periculosidade envolvido nos movimentos. Eles têm de fazer isso sem nenhum tipo de proteção, corda ou paraquedas em caso de emergência. Não basta ficar de ponta-cabeça, é preciso ficar de ponta-cabeça a 300+ metros de altura com suaves ventos te FUSTIGANDO impiedosamente.

Tem uns que até aproveitam a bela vista para se exercitar sem nenhum tipo de preocupação aparente com a queda:

Lembrando que os russos são o tipo de povo que instala câmeras de vídeo nos painéis dos carros para registrar brigas de trânsito, suborno de policiais e ter provas na justiça (caso ele não a faça com as próprias mãos), como mostra esta reportagem, que coincidentemente, saiu ontem no Fantástico. Não, não é para registrar meteoritos caindo do céu (mesmo que tenha calhado há algum tempo).

Se você quiser, tem até um documentário sobre russos malucos que não temem qualquer tipo de consequência:

E você aí achando que era o badass da turma né? 🙂